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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O TEMPO PAROU


 As lembranças de outrora
são reflexos da aurora.

Os fulgores de que lembro
são flores de setembro.

Fico sempre a espera,
feito a primavera.

Concomitante às flores,
sinto odores, vejo cores...

E embarco: sem bagagem,
sem passagem, com miragem...

De repente, tudo faz sentido,
vejo o prisma colorido!

Mas é o fim da estação,
vem chegando o verão.

E em águas profundas,
meu barco afunda.

...o comandante não errou,
foi meu tempo que parou.


Fábio Rocha


RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS


"Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim".
 
(Carlos Drummond de Andrade) 

15 comentários:

  1. Como é lindo esse poema.
    Parabéns poeta por tanta sensibilidade e beleza.

    Beijo.
    Fernanda.

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  2. Caríssimo Amigo,

    Obrigado pelo seu comentário. Também estou lhe seguindo.
    Encontrei aqui uma bela página e carregada de uma cultura esplêndida!

    Obrigado, amigo!

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  3. Fabio poeta da alma, tocas os corações.... com suas poesias maravilhosas.....difícil encontrar um poeta contemporâneo com o sol em sua alma, e a cultura nem é tanto, diria nada mesmo é um lixo mas um mal necessário para as elites. O IMPORTANTE É A SABEDORIA E ISTO VOCÊ TEM E ÉS ÍMPAR. UM BLOG SOBRE AS BOAS NOVAS DA SABEDORIA..... lindo vejo abrir as janelas da primavera no teu peito e os dedos desenhando palavras que formam versos que param o tempo sem hora de chegar...

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  4. Lindos, muito lindos seus versos poeta, parabéns!
    Obrigada por seguir-me, será uma honra partilhar meus versos!
    Bjsssssssssssss
    Gena

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  5. Lindo poema...
    Sensivel e direto.
    Obrigada por me seguir.
    Estou retribuindo.
    Apareça sempre que quiser.
    Bom fim de semana.
    Beijos

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  6. Olá amigo!

    Agradeço a visita simpática em minha página e digo-lhe que gostei muito do seu blog também, com certeza voltarei mais vezes pois vi aqui muito talento!

    Abraço fra.terno, Ester

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  7. Poema forte e cheio de sensibilidade,,,as vezes nos sentimos assim mesmo,,,parados no tempo,,,ou o tempo parado em nós...abraços de bom final de semana.

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  8. Oi Fábio! Passando para apreciar e admirar seus poemas. Este é muito lindo! Te desejo um belo fim de semana com muita alegria, amor e paz.
    Abraços!
    Carla Fernanda

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  9. Adoro a primavera, a temperatura mais amena, as flores, as cores, o perfume das flores tudo tão belo.
    Adorei tbm o trecho de Drummond.
    Beijosss

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  10. Belo poema e fragmento de Drummond!

    Primavera é minha estação preferida! Desperta meus sentidos e aflora minhas emoções (pena que não dure o ano inteiro!!). "Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera". (Cecília Meireles - Obra em Prosa)"

    Às vezes não precisamos estar lado a lado para que o amor floreça, a ausência costuma agir como a sombra é necessária para uma flor desabrochar... E daí, ainda que os sentidos não estejam presentes, nós imaginamos! A ausência pode ser sentida como uma presença doída e doce que nos inicia na arte de sofrer bem e com classe. Tudo fica mais intenso, até quando não acontece nada, e quando acontece alguma coisa, sentimos a volúpia de que sempre será a última vez.

    As paixões são como as ventanias que incham as velas do navio. Algumas vezes o afundam, mas sem elas não se pode navegar." (Voltaire)

    Um beijo!

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  11. "As paixões são como as ventanias que incham as velas do navio. Algumas vezes o afundam, mas sem elas não se pode navegar." (Voltaire)

    Faltou abrir aspas!

    ResponderExcluir
  12. Muito obrigada pela visita, fiquei feliz!
    Amei sou poema, tão doce. E me fez pensar quando o meu 'comandante' parou ..

    Lindo (:

    Beijos

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  13. Eu, meio sem jeito, rs, pela demora em vir aqui, porém, achei tudo lindo e acolhedor. Parabéns pelo poema, o tempo para se você não persistir. Obrigada pela visita, será sempre bem-vindo. Bjs

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  14. O seu escrever é belíssimo!

    Eu quando leio o que você escreve, ou o que você admira de um escritor famoso, eu me encontro...Me encontro por ter muito haver comigo.

    Este poema de Carlos Drumont de Andrade mostra algo que em mim existe. Sobre a ausência de qualquer coisa que muitos seres desejam... Eu sei lidar com isto e não me sinto só, por sentir tudo e não precisar de ver.
    Pode ser louco mas eu gosto da solidão, e nela tem tanta coisa em que me ocupo, imagino... Eu nunca estou sozinha e se tiver que falar com alguém dentro desta minha solidão, eu falo comigo mesma e todas as imagens que perto de mim estão, rsrsrs
    "Não há falta na ausência.
    A ausência é um estar em mim."
    E eu sou assim...

    Fabio que bom que você gostou do que leu la no meu blog... Falei sobre ter segredos e me veio milhões de ideias sobre este assunto ao ponto de ter de deixar coisa sem escrever por perceber que já estava completo.
    Beijos
    P.S. Posso demorar a vir aqui, mas saiba que sempre venho!

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